EDUCAÇÃO
Café com coordenadores de cursos da discute desafios em pesquisa e extensão
Encontro promovido pela Pró-reitoria Acadêmica também celebrou 25 anos do Comitê de Ética em Pesquisa da UNIVALE
Wednesday, 29 de October de 2025
Por Thiago Ferreira Coelho
Em todo este semestre, os encontros quinzenais da Pró-reitoria Acadêmica (Proacad) da UNIVALE com os coordenadores de cursos têm sido momentos dedicados a analisar e interpretar o regimento-geral da universidade. Com o tema “Ciência e extensão com impacto”, o Café com a Proacad de segunda-feira (27) discutiu os desafios em pesquisa e extensão no ensino superior. Antes dos debates, a reunião também teve um momento para celebrar os 25 anos do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da instituição.
A abertura do encontro teve a presença de docentes que compõem o CEP, um colegiado interdisciplinar responsável por emitir pareceres necessários em estudos que envolvam a participação de seres humanos. A coordenadora do órgão, professora Mônica Valadares, fez uma apresentação sobre o histórico e a atuação do CEP, que em um quarto de século já avaliou aproximadamente 1.200 projetos de pesquisa realizados na UNIVALE e também em outras instituições.
“Nossa universidade tem o privilégio de ter um Comitê de Ética aqui dentro, com estrutura física e profissionais que atuam metodicamente, conforme o que é estabelecido pelas instâncias superiores. A comunidade acadêmica tem que usufruir disso”, salientou Mônica.

Em caso de dúvidas quanto à submissão de projetos de pesquisa, ela afirma que o CEP está à disposição para prestar esclarecimentos aos pesquisadores. “A cada vez que um projeto não é aprovado, ou tem pendências, é um tempo maior de espera até o desenvolvimento da pesquisa. Se houver alguma dúvida, o pesquisador deve procurar o CEP antes de submeter o projeto, isso dá muito mais possibilidades de êxito à submissão. Tudo que envolve pessoas, direta ou indiretamente, tem que passar pelo Comitê de Ética”, acrescentou a coordenadora.
Após a apresentação sobre os 25 anos do CEP, os coordenadores de cursos de graduação discutiram os trechos do regimento da UNIVALE que tratam de pesquisa, iniciação científica e extensão na universidade. Os debates foram conduzidos pelos professores Cláudio Machado (coordenador do curso de Odontologia), Hernani Santana (de Engenharia Civil e Ambiental) e Micael Alves (de Enfermagem).
“O grande desafio nosso, enquanto docentes, é conseguir motivar os estudantes. Quando a gente consegue a motivação, a gente consegue que eles participem de projetos. Eu percebo o quanto que nós alcançamos no curso de Enfermagem, e isso é um reflexo da instituição, na oferta e possibilidade de participação de projetos de pesquisa e de extensão”, avaliou Micael.
Desde 2023 as instituições de ensino superior devem, por determinação do Conselho Nacional de Educação, manter carga horária mínima de 10% de todos os cursos dedicada a atividades extensionistas. Cláudio Machado considera que os cursos devem se preparar para um aumento no número de vivências de extensão: “A oferta de 10% de curricularização da extensão é obrigatória em todos os cursos, então a gente acredita que essas vivências vão aumentar. A gente precisa inserir a extensão em disciplinas, e realizar o diálogo entre as disciplinas dentro dos cursos”.
Hernani, por sua vez, destacou que a UNIVALE tem como diferencial, em relação a outras instituições privadas, a formação universitária com incentivo à pesquisa e extensão. “Trazendo as oportunidades que vão além do que é realizado em trabalhos de conclusão de curso ou aulas práticas, a instituição tem promovido e apresentado outras ferramentas capazes de estreitar esses laços com a pesquisa e a extensão”, declarou o professor.